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BB financiará eletro e moradia

BRASÍLIA – O Banco do Brasil vai lançar mais duas linhas de crédito. A primeira será destinada à compra dos produtos da linha branca que tiveram o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido: geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupa e tanquinhos. Ele será destinado a correntistas do banco ou clientes de 18 grandes varejistas que possuem convênio com o BB. A segunda tem como objetivo o financiamento de casas populares,inicialmente apenas para o interior de São Paulo. Em 60 dias, deverão ser iniciados financiamentos de até R$ 500 milhões para outras regiões. Os juros do crédito para linha branca serão a partir de 1,99% ao mês, com prazo de até 60 meses e carência de até 180 dias. Isso representa uma flexibilização em relação às linhas que o BB possui hoje no crédito direto ao consumidor, que têm juros a partir de 2,6% ao mês, prazo de 48 meses e carência de 60 dias. A linha será lançada amanhã. Na semana passada, a Caixa Econômica Federal já anunciou uma linha semelhante, também destinada à compra de eletrodomésticos, com juros mais baixos e prazos maiores. Na próxima semana, o BB anuncia uma linha de R$ 20 milhões para a construtora Cyrela, que irá construir 500 moradias populares em Sorocaba, interior de São Paulo. O empréstimo está dentro do programa de habitação do Governo federal “Minha Casa, Minha Vida’”. O novo presidente do BB, Aldemir Bendine, que assumiu o cargo na semana passada, disse que o banco terá, ao todo, R$ 500 milhões para atuar dentro desse programa habitacional. Segundo ele, dentro de 60 dias, o banco estará preparado para financiar diretamente o mutuário. O BB vai focar nas famílias com renda de cinco até dez salários mínimos, deixando a faixa de renda mais baixa para a Caixa. “Pretendemos trabalhar fortemente nesse programa, com as famílias dentro desse faixa de renda’”, afirmou , Bendine. Ele garantiu que não haverá interferência política nas decisões da instituição sobre juros e crédito. “Não me sinto pressionado ( a baixar os juros ) , até porque são decisões técnicas”, afirmou. Ele substituiu Francisco de Lima Neto na semana passada, com o compromisso de baixar os juros e aumentar o crédito. O presidente do BB disse também que não existe nenhum contrato formal que o obrigue a baixar os juros e os spreads da instituição, mas apenas um compromisso informal com o Ministério da Fazenda. O spread bancário é a diferença entre o custo do banco para captar o dinheiro e a taxa que ele cobra dos clientes. Bendine disse ainda que estão mantidas as negociações para aquisição do Banco de Brasília e do Banco do Estado do Espírito Santo. Mesmo com as duas aquisições, o banco continuará na segunda posição no ranking nacional. Hoje, o BB possui R$ 553 bilhões em ativos, atrás do Itaú-Unibanco (R$ 575 bilhões).