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Construção civil tem tudo para gerar mais empregos

Habitação. Ajuda do governo vai aquecer demanda por mão-de-obra Capacitação será diferencial para preenchimento das novas vagas Queila Ariadne O pacote da habitação anunciado pelo governo ainda não saiu do papel, mas a expectativa para a geração de empregos na construção civil é grande. Segundo o vice-presidente da Câmara da Indústria Brasileira da Construção (Cbic), José Carlos Martins, o impacto das medidas na demanda por mão-de-obra vai demorar no mínimo dois meses, tempo necessário para as construtoras que já têm projetos prontos darem início às obras. “A Caixa Econômica deve divulgar as normas do programa na próxima segunda-feira. Se isso realmente for feito, em junho já sentiremos aquecimento no mercado e na procura por profissionais”, estima Martins. Enquanto as obras não vêm, a dica de especialistas nesse setor é investir em capacitação. “Com os estímulos do governo, projetos que foram postergados por causa da crise econômica voltarão e haverá aumento da necessidade de mão-de-obra. Quando isso acontecer, o profissional tem que estar preparado para preencher essas vagas”, destaca o vice-presidente de Recursos Humanos do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Ricardo Catão. Ele lembra que o próprio Sinduscon tem parcerias para facilitar o treinamento. “Temos cursos em parceria com o Senai e com a Fumec, onde há capacitação para pedreiros, bombeiros e eletricistas, por exemplo”, destaca Catão, lembrando que a construção foi um dos únicos setores que continuou contratando mesmo com a crise. Segundo o diretor comercial da agência de empregos Selpe, Hegel Botinha, o setor estava muito aquecido no ano passado e, agora, deve aumentar ainda mais as contratações. “Entre as vagas mais demandadas, devido à dificuldade de encontrar profissionais especializados, estão as de marceneiro, mestre de obras e técnico em edificações”, alerta. Obras Vendas de cimento já estão maiores São Paulo. As vendas de cimento por dia útil aumentaram 4,5% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou ontem o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic). Em relação a fevereiro, as vendas diárias caíram 1,5% em março. As vendas no mês passado cresceram 11,5%, um total de 4,2 milhões de toneladas. No acumulado dos três primeiros meses de 2009, as vendas internas totais cresceram 2,1%, para 11,7 milhões de toneladas. “As vendas no trimestre ficaram dentro das expectativas. Poderemos ter manutenção do consumo de cimento este ano, com eventual variação para cima ou para baixo”, disse José Otávio de Carvalho, secretário-executivo do Snic, No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas domésticas de cimento bateram o recorde de 51,3 milhões de toneladas. Segundo o secretário-executivo do Snic, o resultado é reflexo da continuidade de obras iniciadas no ano passado, quando o setor de construção civil registrou forte ritmo de crescimento. A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre o cimento e o pacote habitacional, devem influenciar pouco o preço final e as vendas do produto, avalia Carvalho. O efeito das medidas só devem aparecer no segundo semestre do ano, completa.