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Minascon deve se beneficiar do pacote

Nice Silva Especial para o HOJE EM DIA A maior feira de construção do Estado, a Minascon, deverá ser beneficiada pelo pacote governamental de incentivo à casa própria, que, somente em Minas, deverá levantar 88.485 moradias para famílias com rendimentos de até dez salários mínimos, no período de dois anos. O evento organizado pela Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (CIC-Fiemg) acontecerá de 1º a 5 de setembro e tem estimativa de movimentar entre R$ 50 e R$ 60 milhões. Ontem, a Feira foi lançada oficialmente em Belo Horizonte. Um dos principais patrocinadores do evento, a empresa atacadista e distribuidora Tambasa, credita ao pacote do Governo a capacidade de tirar os negócios dos rumos da turbulência econômica. “Nas muitas crises pelas quais o Brasil já passou, conseguimos crescer 15% ao ano. Agora, com esse plano para a habitação, achamos que o efeito da crise poderá ser contornado, e a meta de crescimento mantida para esse ano”, admite o diretor comercial, Alberto Portugal. A empresa faturou R$ 981 milhões no ano passado e projeta crescimento de R$ 1, 15 bilhão para 2009. Entre os produtos distribuídos pela empresa, os insumos da construção representam 60% do comercializado no Estado. Para o presidente da CIC-Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos, quando a feira acontecer, em setembro, o pacote para habitação já deverá estar surtindo efeito. O evento vai reunir 250 expositores em 20 mil metros quadrados na Expominas. “As coisas devem estar mais sedimentadas”,avaliou. Mas ele antecipou que qualquer construtora está apta a achar um terreno e apresentar o plano de execução para avaliação do Governo. O empresário destacou que o Regime Especial de Tributação (RET), criado para a construção civil e que reduz a 1% os impostos das construtoras das moradias populares, é um incentivo e tanto. Para aderir ao sistema de arrecadação, entretanto, o Governo exige que cada obra tenha sistema contábil e financeiro próprio, o chamado Patrimônio de Afetação, que protege os mutuários do risco de a construtora quebrar. “Acho que, com esse incentivo, todos os empresários deverão se sentir motivados para aderir ao patrimônio de afetação”, disse Camargos. Ele afirmou que o instrumento jurídico dá credibilidade às construtoras. Camargos também qualificou como importante o mecanismo do fundo garantidor. Por meio dele, o Governo vai ‘segurar’ o pagamento das prestações dos mutuários com renda de até três salários mínimos. Quem comprovar que perdeu o emprego, poderá reduzir o valor da prestação em até 95% no período que vai de 12 a 36 meses. “Esse seguro é importante porque dá segurança para quem compra, porque sabe que não perderá o imóvel se tiver dificuldade em pagar, como para o construtor, que sabe que não terá prejuízo”, frisou.