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Prazo maior para construtoras

Governo alongou data para empresas contratarem as linhas do pacote de R$ 3 bilhões. A lentidão nas concessões de financiamento para capital de giro forçou o governo a prolongar o prazo para as empresas da construção civil contratarem as linhas de crédito do pacote de R$ 3 bilhões anunciado em outubro do ano passado. A data limite passou do dia 31 de março para 31 de dezembro deste ano. Além disso, a medida que antes beneficiava empreendimentos imobiliários registrados em cartório até outubro de 2008 agora vai contemplar projetos com registro até 30 de junho de 2009. Apenas 10% (R$ 300 milhões) dos recursos estão em processo de contratação e somente R$ 50 milhões foram efetivamente contratados, segundo o presidente da Câmara Brasileira da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão. Para ele, além de dilatar o prazo o governo precisa estudar a flexibilização das restrições exigidas pela Caixa Ecônomica Federal (Caixa). De acordo com Simão, as solicitações das empresas já somam pedidos de crédito próximos de R$ 5 bilhões. “Se existe este montante de pedidos e só foi liberado R$ 50 milhões, o problema maior não é o prazo, mas as garantias solicitadas pela Caixa”, observou. No entanto, dado os entraves burocráticos o presidente do Cbic considerou de fundamental importância a medida do governo, que via Conselho Monetário Nacional (CMN) esticou o prazo para contratação do crédito Em Minas Gerais, conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Walter Bernardes de Castro, a prorrogação do prazo não tem impacto significativo. “As empresas mineiras do setor estão capitalizadas e a procura pelo crédito deverá ser muito baixa”, disse. De acordo com Castro, em Minas as empresas que precisam do benefício são poucas. “Somente aquelas que iniciaram investimentos acima do que tinham condições de cumprir, acreditando na permanência de um mercado aquecido como em 2008”, afirmou o presidente do Sinduscon-MG. Conforme ele, estes empreendimentos foram atingidos pela escassez de crédito gerada pela crise financeira. Ao recorrerem aos bancos tradicionais, acrescentou Castro, essas empresas não conseguiram contrair nenhuma modalidade de financiamento para dar fôlego aos negócios. “Por isso esta medida, mesmo que tenha pouca procura pelas empresas de Minas, vai ajudar alguns empreendimentos”, ponderou. Em outubro de 2008 o governo anunciou que a Caixa teria até R$ 3 bilhões para linhas de giro das construtoras com recursos da caderneta de poupança. BRUNO PORTO